domingo, 7 de dezembro de 2008

David Harvey

A transformação político-econômica do capitalismo do final do século XX

Resumo




A dinâmica do capitalismo contemporâneo vem trazendo grandes mudanças para as cidades e para as economias nacionais. A globalização econômica trouxe uma nova realidade, ou seja, o intercâmbio econômico, político e social.


Os mercados financeiros, as informações, ente outros fatores, cumprem um papel preponderante na globalização - o mundo é considerado um só. As novas tecnologias também afetam as esferas econômocas e sociais como o desemprego, a desindustrialização e a reorganização industrial.


Harvey situa hipoteticamente o início do fordismo na fábrica de Henry Ford, onde introduziu o recebimento do salário como recompensa para os trabalhadores da linha de produção (1914). Ford propunha uma sociedade baseada no consumo de massa e para isso deveriam haver condições para tal.


O fordismo enquanto modo de regulação tem as seguintes características:






  1. a estabilidade nas relações de trabalho, convenções coletivas, o wlefare state*, a legislação.




  2. relações entre bancos e firmas amenas: subcontratos de empresas para tarefas especializadas.




  3. controle da massa pelo banco central.




  4. participação importante do Estado na regulação econômica.


Harvey ressalta da seguinte maneira o regime de acumalção fordista: "O que havia de especial em Ford era a sua visão, seu reconhecimento de que a produção em massa significa consumo em massa; um novo sistema de reprodução do trabalho, uma nova política de controle e gerência do trabalho, um novo tipo de sociedade democrática, racionalizada."



Como regime de acumulação, o fordismo privilegiou fundalmentalmente a escala nacional. Toda a sua produção é voltada para o mercado interno, já que a padronização dos produtos e as técnicas da linha de montagem barateiam os custos da empreitada.



Numa perspectiva global, o fordismo consolidou-se nos países desenvolvidos de maneira desigual. Os países traçaram caminhos diferentes nas relações de trabalho, investimentos públicos, políticas monetárias e ficais, etc.



Apesar dessa variedade de caminhos, os EUA mantiveram o domínio político e econômico sobre a economia mundial. Em 1944 o dólar passou a ser moeda reserva mundial, configurando a supremacia estadunidense.


A crise do sistema fordista



A crise do sistema fordista de produção teve início no final dos anos 1960.



O poder aquisitivo dos trabalhadores crescia num ritmo maior e as taxas de lucro caiam. Paralelamente a isso, tanto o Japão como a Europa Ocidental já haviam se recuperado economicamente e sua produção industrial gerava excedentes, favorecendo as exportações.



Com o aumento da competição internacional, o dólar teve uma queda significativa, o que gerou um problema fiscal. Consequentemente a solução encontrada foi a dispensa de trabalhadores. A rigidez do contrato de trabalho sobrecarregou a arrecadação do welfare state. A crise do petróleo colaborou ainda mais para o declínio do fordismo. A extração da renda do petróleo acelerou a primeira consequência.

CRISE DA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO => CRISE DE INVESTIMENTO => CRISE DO WELFARE STATE

Harvey mais longe e afirma que: " A profunda recessão de 73, exacerbada pela crise do petróleo, retirou o mundo capitalista da sufocante estagnação da produção de bens e alta de inflação de preços e pôs em movimento um conjunto de processos que solaparam o compromisso fordista. Em consequência as décadas de 70 e 80 foram um conturbado período de reestruturação econômica e de reajustamento social e político. No espaço social criado por todas essas oscilações e incertezas, uma série de novas experiências nos domínios da organização industrial e da vida social e política começou a tomar forma, essas experiências representaram s passagem para um regime de acumulação inteiramente novo. Inicia-se a transição do fordismo (produção em massa) para o pós fordismo (acumulação flexível).

*Estado de Bm Estar Social. É um tipo de organização política e econômica que coloca o Estado como o agente da promoção social e organizador econômico. Cabe ao Esto de Bem Estar Social garantir os serviços públicos e proteção à população.

Émile Durkheim
O Problema
Introdução
Resumo
A divisão do trabalho que iniciou-se não faz pouco tempo, mas foi somente no final do séc. XIX que as sociedades tomaram consciência deste fato que até viviam sem saber. O primeiro a teorizar a respeito foi Adam Smith.
Hoje em dia está claro as tendências da indústria moderna, ela está em direção aos mecanismos poderosos, dos grandes agrupamentos de forças e capitais e consequentemente da extrema divisão de trabalho.
A divisão do trabalho não está restrita ao mundo econômico, ela exerceu influência em diferentes regiões da sociedade - as funções políticas, administrativas e judiciárias estão se especializando cada vez mais, assim como as funções artísticas e científicas. A filosofia não é mais uma ciência única, ela se fragmentou em várias displinas especializadas, cada uma com seu método, objeto e espírito. O cientista já não cultiva, simultaneamente, ciências diferentes e também não abraça o conjunto de uma ciência inteira. As suas pesquisas se restringem a uma ordem determinada de problemas, ou a um problema único.
Especulações da filosofia biológica mostraram que a divisão do trabalho se aplica tanto aos organismos como às sociedades. Afirmaram que um organismo ocupa uma posição tanto mais elevada na escala animal quanto mais as suas fiunções forem especializadas. Esta descoberta causou, ao mesmo tempo, um aumento do campo de ação da divisão do trabalho e um recuo de suas origens a um passado remoto se tornando quase contemporâneo do advento da vida no mundo.
Coloca-se então um problema prático, a divisão do trabalho ao mesmo tempo que lei da natureza, também é uma regra geral de conduta humana? A divisão do trabalho está se tornando uma regra de conduta, como se fosse um dever; quem não a cumpre não é premiado com pena fixada em lei, mas é muito criticado. Foi-se o tempo em que o homem considerado como perfeito era aquele que se interessava por tudo, sem se dedicar exclusivamente apenas a uma coisa, capaz de compreender e provar tudo; hoje esta "qualidade" nos parece fraca. A visão atual de um homem perfeito é aquele que busca não ser completo, mas produzir, que tenha uma tarefa delimitada e que a ela se dedique. Não achamos mais que o dever exclusivo do homem é realizar em si as qualidades do homem em geral, mas acreditamos que ele é obrigado a ter sua função; um reflexo desta opinião está no objetivo que temos atribuído à escola, ou seja, não achamos necessário submeter todas as crianças a uma mesma educação, como se fossem levar vidas iguais, mas acreditamos que é preciso formá-las de um modo diferente, visando as diferentes funções que elas irão desempenhar.
Existe uma contradição em relação a estes fatos, ao mesmo tempo que a opinião pública manda os homens se especializarem, parece temer que se especializem demais. Existem algumas falas que alertam para os perigos do trabalho inensivo: "À medida que o princípio da divisão do trabalho recebe uma aplicação mais completa, a arte progride, o artesão retrocede." Tocquerville.
Adam Smith
INVESTIGAÇÃO SOBRE A NATUREZA E AS CAUSAS DA RIQUEZA DAS NAÇÕES
Resumo
Capítulo I
Sobre a divisão do trabalho
  • A divisão do trabalho teria causado o crescente desenvolvimento da produtividade e o aprimoramento ao qual este está ligado.
  • É importante educar (tecnicamente) o trabalhador para que ele opere a máquina na mais infindável confiança.
  • Quanto mais acentuado for o desenvolvimento da indústria, maior será a divisão do trabalho existente.

O aumento da produção está diretamente ligado a três fatores:

  1. ao aumento da destreza de cada trabalhador;
  2. à economia de tempo de tempo, que antes era perdido ao passar de uma operação a outra;
  3. à invenção de um grande número de máquinas que permitiram o desenvolvimento dos dois fatores anteriores, ou seja, que facilitem o trabalho e que reduzam o tempo destinado para o seu feitio.
  • O desenvolvimento tecnológico das máquinas deu-se pelos fabricantes, filósofos ou homens de especulação filosófica - cuja atividade consistia em observar tudo o que os rodiava - e em alguns casos, pelos próprios trabalhadores que, na tentativa de reduzir o trabalho, acrescentava uma inovação à máquina.

Capítulo II

Sobre o princípio que deu origem à divisão do trablho

  • A divisão do trabalho não foi originada pelos homens, mas uma consequência necessária - lenta e gradual - provinda da natureza humana de negociar e trocar uma coisa por outra. Se não houvesse em cada homem esta tendência natural para a compra e/ou troca, todos teriam de exercer o mesmo trabalho.
  • O contrato, a compra ou a troca nos permitem obter uns dos outros a maior parte dos serviços recíprocos de que necessitamos.
  • O que parece distinguir os homens das diversas profissões é normalmente uma causa do que um efeito da divisão do trabalho. Os hábitos e a educação são que melhor explicam as diferenças existentes entre, por exemplo, um filósofo e um carregador.
  • Entre os homens, os talentos mais díspares (filósofo x carregador) são úteis uns aos outros devido à tendência geral para trocar e comprar. Assim, passam a fazer parte de uma reserva à qual todos os homens podem buscar os trabalhos de que necessitam.
Krishan Kumar
Da Sociedade Pós-Industrial à Pós-Moderna
Novas teorias sobre o mundo comtemporâneo
Resumo
  • As teorias pós industriais vão discutir as transformações da sociedade principalmente a partir da metade do séc. XX;
  • Os rótulos podem estar a dizer algo para a sociedade. Por exemplo: Multidão Solitária => Movimento da Sociedade que tem se caracterizado pela individualidade .
Os Sindicatos => Perda e enfraquecimento da coletividade;
  • Os rótulos seriam a marca da sociedade, sua identidade, é o que ela traz como conteúdo da interpretação da sua história.
  • O capitalismo se utiliza demais das tecnologias de ponta. A tecnologia passou a ser um diferencial na sociedade atual.
  • Um dos rótulos que a nossa sociedade carrega são as teorias pós-industriais. Essas teorias têm uma ruptura com o industrialismo.
  • O ponto culminante do industrialismo é a produção em massa (fordismo e taylorismo).
  • A partir da crise do fordismo, o capitalismo entra em crise e ele precisa se reestruturar. O auge da crise do capitalismo foi a Crise do Petróleo de 1973.
  • Marx, Weber e Durkheim, todos são teóricos do industrialismo clássico. À medida que há transformações na sociedade moderna, as teorias do industrialismo clássico não se encaixam muito em relação à atual realidade da sociedade.

As principais mudanças da sociedade são:

  • Do ponto de vista econômico => o capitalismo funciona através da sociedade da informação (conhecimento/ tecnologia);
  • Do ponto de vista da organização do trabalho => no industrialismo houve a crise do taylorismo/fordismo, na qual deixou-se de lado o sistema de acumulação para o sistema de produção felxível (toyotismo);
  • Do ponto de vista cultural => considerado o período pós-moderno fundamentado nas ciências, ele faz questionamentos sobre a modernidade e a cultura moderna.

sábado, 8 de novembro de 2008

Paradigmas da divisão do trabalho : da sociedade industrial à sociedade da informação.


Quem somos e o que queremos?
Somos alunos do curso de Pedagogia da FaE/UEMG - CBH e pretendemos, neste espaço, compartilhar idéias e opiniões sobre as transformações político-econômicas do capitalismo do final do séc XX até os dias de hoje.
Este blog foi idealizado como trabalho pelo Profº Tadeu, docente da disciplina Sociedade da Informação e executado por nós: Danuza Lima, Nádia Guimarães e Saulo Filho. Aqui prentendemos mostrar as transições capitalistas a partir do ponto de vista de alguns "crânios" que estudaram a divisão do trabalho e as tranformações capitalistas do final do século XX, da sociedade industrial à sociedade da informação.

Sejam bem-vindos!